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Título:  
  Olhares de crianças sobre gênero sexualidade e infância
Autor:  
  Geisa Orlandini Cabiceira   Listar as obras deste autor
Categoria:  
  Teses e Dissertações
Idioma:  
  Português
Instituição:/Parceiro  
  [cp] Programas de Pós-graduação da CAPES   Ir para a página desta Instituição
Instituição:/Programa  
  UNESP/PP/EDUCAÇÃO
Área Conhecimento  
  EDUCAÇÃO
Nível  
  Mestrado
Ano da Tese  
  2008
Acessos:  
  535
Resumo  
  Esta dissertação de mestrado é vinculada à linha de pesquisa “Processos Formativos; Diferença e Valores” do Programa de Pós-Graduação em Educação da FCT – UNESP; em Presidente Prudente. A pesquisa faz parte do projeto coordenado pela orientadora e que é centrado nos estudos sobre currículo e as formas de organização escolar; destacando-se os modos como se encontram relacionados à construção das identidades e diferenças de gênero; sexualidade; classe; raça e geração de seus agentes. Entende-se que esses diversos aspectos da vida humana são produtos e produtores da dinâmica sociocultural que estrutura as relações escolares. Particularmente; trata-se de uma investigação realizada com crianças; com foco na análise de suas formas de pensar; sentir e agir no campo de suas experiências de gênero; sexualidade e infância. Tomando como referência os seus pontos de vista; os lugares sociais que ocupam e as práticas de socialização entre elas e delas com os adultos; o seu principal objetivo foi o de analisar os significados que elas atribuem às condutas sexuais e eróticas; relativas aos prazeres sexuais e/ou desejos corporais. As crianças participantes da investigação são de uma cidade do interior paulista e contam com idades entre 10 a 12 anos. São aluno(a)s de uma escola pública estadual; retido(a)s em uma 4ª série do Ensino Fundamental; nomeada como classe de “recuperação de ciclo”. A pesquisa envolve uma abordagem qualitativa e a sua metodologia é inspirada nos estudos etnográficos com crianças; com ênfase nos aspectos culturais e simbólicos das experiências sociais e na sociologia da infância. Para tal empreendimento; foram utilizados: 1) observações diretas em sala de aula; no recreio e em outros espaços da escola; 2) entrevistas semi-estruturadas e dinâmicas realizadas com as crianças; 3) questionários abertos; de caráter sócio-econômico e cultural; aplicados aos familiares das crianças desta sala e da comunidade escolar; 4) questionários abertos às professoras da sala; 5) pesquisa documental; 6) relatos orais das crianças; 7) diário de campo; 8) visitas domiciliares. Os resultados indicam que as concepções dessas crianças sobre a infância são marcadas pelo paradoxo da negatividade/positividade; visto que aquilo que as distingue seria a possibilidade de poder brincar. E; por outro lado; isso é percebido como um impedimento ao seu desejo de se tornarem adolescentes; momento em que poderiam trabalhar e ser mais independentes e respeitadas pelos adultos. De modo geral; demonstram dificuldades para se identificar como crianças ou adolescentes. O namoro é concebido como momento de fazer carinho; de beijar; de obter prazer e de manter relações sexuais. Ressaltam; porém; que apenas os adolescentes e adultos mantêm relações sexuais. As suas vivências com o namoro são caracterizadas por experiências marcadas por curiosidades; fantasias e incertezas sobre o que sejam as práticas sexuais. São pontuais; vagos e incertos os seus saberes e percepções sobre o assunto. Observou-se que meninos e meninas ensaiam tentativas de sedução e de namoro; de modo que; em muitos casos; destacam-se suas buscas de oportunidade para estar com quem se julga ser objeto de amor ou desejo. Palavras-chave: Gênero. Sexualidade. Infância. Educação.
     
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