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Título:  
  Presença do Anti-HCV como Fator de Risco para Hepatotoxidade pelo Uso de Rifampicina, Isoniazida e Pirazamida (RHZ) em Pacientes Hospitalizados com Tuberculose
Autor:  
  Lysandro Alsina Nader   Listar as obras deste autor
Categoria:  
  Teses e Dissertações
Idioma:  
  Português
Instituição:/Parceiro  
  [cp] Programas de Pós-graduação da CAPES   Ir para a página desta Instituição
Instituição:/Programa  
  UFCSPA/MEDICINA (HEPATOLOGIA)
Área Conhecimento  
  MEDICINA
Nível  
  Mestrado
Ano da Tese  
  2008
Acessos:  
  854
Resumo  
  Introdução: A tuberculose é um problema de saúde pública; especialmente nos países em desenvolvimento. O esquema terapêutico considerado de primeira linha é a combinação de rifampicina; isoniazida e pirazinamida (RHZ). Este esquema apresenta elevada eficácia; entretanto não é isento de efeitos colaterais. Dos eventos adversos relacionados ao tratamento da tuberculose; a hepatotoxicidade é o mais sério; sendo o reconhecimento dos seus fatores de risco de fundamental importância para o sucesso terapêutico. Objetivos: Avaliar o papel do anti-HCV como fator de risco para hepatotoxicidade em pacientes hospitalizados; que realizaram tratamento para tuberculose com o esquema RHZ; estimar a incidência de hepatotoxicidade e a associação da mesma conforme fatores demográficos; comportamentais; uso de medicamentos anti-retrovirais e presença de co-morbidades (HCV; HIV; TB miliar); bem como descrever o tempo de desenvolvimento da toxicidade hepática. Metodologia: Foi realizado um estudo de coorte histórica; no Hospital Sanatório Partenon; durante o período de 1998 a 2006. Como desfecho do estudo; foi avaliado o aparecimento ou não de hepatotoxicidade pelo esquema RHZ. Os pacientes incluídos tinham idade igual ou superior a 18 anos; foram testados para anti-HCV; apresentavam aminotransferases (AST; ALT) e bilirrubinas normais pré-tratamento e utilizaram o esquema RHZ durante a internação. Foram excluídos os indivíduos que utilizaram fármacos antituberculose nos seis meses que precederam à internação; aqueles com evidências clínicas de doença hepática crônica e os que apresentaram história prévia de hepatotoxicidade pelo esquema RHZ. Os dados foram analisados no programa SPSS; versão13.0. O poder calculado do estudo foi de 80%; com intervalo de confiança de 95%. O nível de significância assumido foi de 5%. Resultados: A amostra foi constituída de 534 pacientes; cuja média de idade foi de 39;08 anos (± 12;2); e a idade máxima encontrada foi de 80 anos. Da população em estudo; 75;1% eram homens e 57;7% tinham a cor da pele branca. O alcoolismo esteve presente em 65;7% e a drogadição em 37;1%. Apenas 6;2% apresentavam tuberculose miliar; contudo 39;1% eram portadores do anti-HIV; 33;3% do anti-HCV e do total da amostra; 12;2% fizeram uso de anti-retrovirais. A incidência de hepatotoxicidade foi de 8;8% (n=47). A média das doses de RHZ utilizadas pelos pacientes que desenvolveram hepatotoxicidade foram; respectivamente; 10;68 mg/kg; 7;12 mg/kg e 27;55 mg/kg. Após análise univariada; observou-se associação estatisticamente significativa entre a presença de hepatotoxicidade e as variáveis presença de anti-HIV e anti-HCV; uso de anti-retrovirais; bem como dose elevada de rifampicina e de isoniazida por quilograma de peso (p<0;05). Quando realizada a regressão de Cox; as variáveis presença de anti-HIV [RR=2;3 (IC95% 1;2-4;1); p=0;008] e dose elevada de isoniazida por quilograma de peso [RR=1;3 (IC95% 1;1-1;7); p=0;016] permaneceram associadas de forma independente ao desenvolvimento de hepatotoxicidade. Com relação ao tempo; verificou-se que 89;4% dos pacientes desenvolveram hepatotoxicidade nos primeiros trinta dias de uso do esquema RHZ. Conclusões: A incidência de hepatotoxicidade em pacientes que utilizam fármacos antituberculose é freqüente (8;8%); estando associado à presença de HIV e uso de doses elevadas de isoniazida. Embora a análise univariada tenha demonstrado; a presença do anti-HCV não foi identificada como fator de risco independente para hepatotoxicidade pelo uso de RHZ; quando foi realizada a regressão de Cox. Contudo; sugere-se que o uso de RHZ nesta população seja feito sob monitorização periódica da função hepática; especialmente nos primeiros trinta dias de tratamento; período em que é mais freqüente a ocorrência do dano hepático. Palavras-Chave: Tuberculose; Hepatotoxicidade; Fatores de Risco; HIV; Hepatite C.
     
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