Portal Domínio Público - Biblioteca digital desenvolvida em software livre  
Missão
Política do Acervo
Estatísticas
Fale Conosco
Quero Colaborar
Ajuda
 
 
Tipo de Mídia: Texto
Formato:  .pdf
Tamanho:  2.49 MB
     
  Detalhe da ibra
Pesquisa Básica
Pesquisa por Conteúdo
Pesquisa por Nome do Autor
Pesquisa por Periodicos CAPES
 
     
 
Título:  
  Comunidades de aprendizagem: a construção da dialogicidade na sala de aula
Autor:  
  Vanessa Gabassa   Listar as obras deste autor
Categoria:  
  Teses e Dissertações
Idioma:  
  Português
Instituição:/Parceiro  
  [cp] Programas de Pós-graduação da CAPES   Ir para a página desta Instituição
Instituição:/Programa  
  UFSCAR/EDUCAÇÃO
Área Conhecimento  
  EDUCAÇÃO
Nível  
  Doutorado
Ano da Tese  
  2009
Acessos:  
  422
Resumo  
  A tese que aqui se apresenta intitula-se Comunidades de Aprendizagem: a construção da dialogicidade na sala de aula e teve como principal objetivo investigar o diálogo na aula; partindo-se das experiências de duas professoras que atuam em uma escola que se transformou em Comunidade de Aprendizagem; na cidade de São Carlos. Tendo como referências as elaborações teóricas de Habermas; quanto ao conceito de ação comunicativa; e de Freire; sobre a dialogicidade; no trabalho; apresentam-se teorias dialógicas da sociologia e da educação; a partir das quais foi possível avaliar as abordagens metodológicas de ensino presentes na escola quanto aos elementos que se apresentam a favor do diálogo e aqueles que se colocam contra ele. O conceito de aprendizagem dialógica; formulado pelo Centro Especial em Teorias e Práticas Superadoras de Desigualdades (CREA/UB- Espanha) também é chave para a análise que aqui fazemos da aula. Tendo como referência a metodologia comunicativa- crítica de investigação; este trabalho contou com observações comunicativas; relatos comunicativos de vida e grupos de discussão como seus principais instrumentos de coleta de dados e envolveu uma análise intersubjetiva dos dados; em parceria com professoras e crianças da escola investigada. Os dados foram coletados entre agosto de 2008 e julho de 2009; e foram analisados a partir de duas dimensões: transformadora e exclusora; próprias da metodologia adotada. A primeira diz respeito aos elementos encontrados na realidade investigada que aproximam os sujeitos que ali vivem de seus desejos e aspirações e a segunda às barreiras que se colocam para que atinjam seus objetivos. No caso dessa pesquisa; os elementos transformadores dizem respeito àqueles que favorecem o diálogo na sala de aula e os elementos obstaculizadores; àqueles que impedem a prática dialógica neste tipo de espaço. Além dessas duas dimensões; também foram consideradas para a análise as categorias sistema e mundo da vida; destacadas a partir da teoria de Habermas; com o objetivo de evidenciar quais elementos; sejam eles transformadores ou obstaculizadores; encontrados na realidade estudada; referem-se à esfera do sistema e quais estão presentes no contexto do mundo da vida. O sistema; tal como formula Habermas (1987); diz respeito às instituições e esferas da sociedade controladas pelo poder e pelo dinheiro. O mundo da vida; por sua vez; diz respeito à esfera da vida cotidiana; a partir da qual as pessoas interagem e dialogam na busca de entendimentos. Desde esse ponto de vista; os resultados alcançados revelam a quase ausência do sistema no sentido de potencializar ou criar situações que favoreçam o diálogo na sala de aula; enquanto que evidenciam a forte atuação desse mesmo sistema no sentido de obstaculizá-lo. As observações comunicativas; relatos e grupos de discussão revelaram momentos bastante favorecedores do diálogo na aula; mas também apontaram obstáculos a uma prática docente dialógica. De maneira geral; revelaram que a construção de aulas dialógicas não depende da incorporação de uma metodologia de ensino; entendida enquanto instrumentos que o/a professor/a utiliza para alcançar seus objetivos de ensino. Ao contrário; a imposição de um “modelo” de dar aula apresenta-se como obstáculo ao exercício do diálogo. A dialogicidade na aula; a partir do que pudemos evidenciar neste estudo; refere-se a uma postura assumida pelo professor ou professora; que implica o reconhecimento de que os/as professores/as tanto ensinam quanto aprendem com seus alunos e alunas e que o conhecimento escolar deva ser trabalhado em prol da igualdade de direitos e da possível transformação do mundo.
     
    Baixar arquivo