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Título:  
  Concepções de educação ambiental e perspectivas pedagógicas de professoras do ensino fundamental e as potencialidades do pólo ecológico de São Carlos (SP).
Autor:  
  Valéria Ghisloti Iared   Listar as obras deste autor
Categoria:  
  Teses e Dissertações
Idioma:  
  Português
Instituição:/Parceiro  
  [cp] Programas de Pós-graduação da CAPES   Ir para a página desta Instituição
Instituição:/Programa  
  UFSCAR/ECOLOGIA E RECURSOS NATURAIS
Área Conhecimento  
  ECOLOGIA
Nível  
  Mestrado
Ano da Tese  
  2010
Acessos:  
  109
Resumo  
  No Brasil, a partir década de 1970, uma série de propostas educativas tem incorporado atividades relacionadas com a temática ambiental - dentre elas as atividades ao ar livre em áreas verdes. No entanto, consideramos que a maioria das atividades nessas áreas não aproveitam todo o potencial educativo, tanto no sentido de explorar toda a contribuição que a ecologia pode oferecer, como de trabalhar a formação de valores e a mobilização social. Além disso, é relevante identificar como educadores(as) do ensino básico lidam com três esferas da prática educativa (conhecimentos, valores éticos e estéticos e participação) que consideramos indissociáveis em um trabalho efetivo de educação ambiental. Com o intuito de investigar se as unidades do Pólo Ecológico de São Carlos são espaços educadores que contribuem para a compreensão da complexidade da questão ambiental, e que estimulam o sentido de pertencimento e de responsabilidade social, entrevistamos professoras do ensino fundamental que haviam acompanhado visitas a esses locais, pessoas que estão envolvidas ou já estiveram envolvidas com atividades de educação ambiental (EA) nesses espaços, e acompanhamos visitas guiadas em todas as unidades do Pólo Ecológico. Para apresentação dos resultados, optamos por discuti-los em dois momentos: Momento I: análise de todo material, procurando definir o que cada unidade do Pólo Ecológico pode oferecer segundo 21 parâmetros elencados, que estão de acordo com uma perspectiva crítica de EA e Momento II: análise das entrevistas das professoras, objetivando relacionar as diferentes tendências da concepção de educação ambiental e perspectiva pedagógica. Em relação ao Momento I, identificamos que as atividades de EA nas unidades do Pólo podem abordar assuntos que perpassem pelas três dimensões da prática educativa. Isso traz a idéia de que os assuntos envolvem mais de uma questão, o que condiz com a nossa perspectiva de que cabe à EA desvelar a complexidade da questão ambiental. Quando olhamos para cada local independente do outro, percebemos que muitos parâmetros não são trabalhados, mas ao analisar a somatória desses parâmetros, observamos que todos são identificados. Isso mostra a importância de uma EA permanente e contínua, inter e transdisciplinar, que exige parcerias entre várias instâncias para ser viabilizada. A conectividade entre as unidades do Pólo em uma ação coordenada potencializaria a ação de cada uma. Por isso, reforçamos a idéia de que a integração dessas unidades constituiria um trabalho mais completo de EA. Existem certos parâmetros que ainda assim não são abordados com frequência. Desse modo, vislumbramos uma EA permanente e articulada para que outras questões, em outras oportunidades que não sejam durante essas visitas, tenham espaço para serem discutidas e refletidas. Para a análise do Momento II, consideramos três tendências de perspectivas pedagógicas e três tendências de concepção de EA. Percebemos a coexistência de várias tendências no mesmo discurso o que nos indica que a escola é reflexo e reflete a transição de paradigmas pela qual passa a sociedade e, consequentemente, a produção de conhecimento no campo de EA. A partir dessa constatação, nossa aposta é de que a institucionalização da EA entre diferentes públicos e setores sociais pode tornar o desafio da ambientalização uma tarefa menos árdua para a escola. Identificamos que as ações de EA, tanto na escola como nas atividades de campo, não incorporam todos os pontos que merecem ser abordados para contemplar a complexidade da questão ambiental. Os resultados dessa investigação mostram o quanto uma EA transversal, permanente e contínua é fator decisivo para a efetivação dos seus princípios e objetivos.
     
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